No passado dia 24 de Julho, a Acção Animal fez a distribuição de panfletos apelando ao respeito pelos touros e ao fim das touradas em Portugal.
Foi até agora a maior distribuição de panfletos neste local: foram distribuídos cerca de 600 panfletos e estiveram mais activistas presentes para a distribuição.
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No passado dia 17 de Julho a Acção Animal distribuiu mais de 500 panfletos pelo fim das touradas em Portugal e pelo respeito aos milhares de touros que são anualmente torturados em nome do entretenimento e da tradição.
O Pedro, uma das pessoas que recebeu o nosso panfleto, disse que estava indeciso sobre a sua posição em relação às touradas, devido à sua importância em manter a espécie do touro bravo.
Esclarecemo-lo na altura mas ficam aqui os argumentos que certamente serão úteis para outras pessoas.
Os proprietários das ganadarias mantêm os touros nos seus terrenos, não porque tenham uma grande consciência ecológica e ambiental, mas porque daí retiram dinheiro. Muito dinheiro. No dia em que os touros deixarem de ser vendidos a 2000 euros cada, cerca de 2600 animais por ano (DN, 2007), os proprietários das ganadarias rapidamente se esquecerão de qualquer importância ecológica ou da biodiversidade do touro bravo.
É esta a principal, senão a única, verdadeira razão para a continuação das touradas no nosso país - interesse económico.
É claro que, para desculpar o indesculpável, atiram para os olhos o facto de se querer proteger uma espécie.
Mas nem o touro bravo é uma espécie nem a extinção desta raça é irremediável e obrigatória quando as touradas acabarem.
Nada impede o Estado português de criar parques naturais ou outras soluções viáveis para a conservação destes animais.
O que não pode nunca acontecer é justificarmos o sofrimento e morte de um ser com a capacidade de sofrer para o poder "conservar".
A conservação do panda passa por espetar bandarilhas no seu dorso? A recolocação do lince ibérico na Península Ibérica passa por o pegarmos de caras?
A conservação de espécies / raças, não é argumento para continuar a haver touradas. É um papel que tem de ser assumido pelos portugueses e pelo Estado e não por empresas que da exploração desses animais retiram avultados lucros.
Existe outro argumento frequente, que é o da conservação dos ecossistemas, mas este é ainda mais frágil. É que estamos a falar de um animal totalmente domesticado, que só existe por selecção artificial de características de interesse. Isto significa que um touro bravo é totalmente substituível senão supérfluo na manutenção dos montados portugueses.
Voltamos então ao único argumento de peso para a manutenção das touradas. Os interesses económicos. Interesses esses que vivem de um espectáculo que promove a ideia de que existe justiça e igualdade em colocar um animal num local estranho e com regras definidas pelos humanos; que coloca animais numa luta que estes não desejam entrar (mas são forçados a isso); que vive da diabolização da imagem de um herbívoro territorial e faz disso um espectáculo de entretenimento.
É vital rejeitarmos esta visão subvertida da realidade. É preciso dizer que a tourada não é uma fatalidade e que podemos acabar com uma das formas mais indignas e desumanas de tratamento dos animais da actualidade. É incontornável assumirmos este como um dos principais objectivos do movimento de defesa e de direitos dos animais.
Hugo Evangelista - Biólogo
Acção Animal
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A Acção Animal, em colaboração com a PETA Europe, realizou no dia 11 de Julho uma manifestação em frente à Embaixada Britânica em Lisboa, defendendo o fim do uso de pele de urso preto nos chapéus da Guarda Real Britânica.
Nada justifica que no ano de 2008 se continuem a matar animais para fazer chapéus, com a agravante de estes chapéus terem funções militares exclusivamente cerimoniais e simbólicas, quando já existem alternativas sintéticas perfeitamente equivalentes e 100% livres de crueldade animal.
Todos os anos cerca de 100 ursos negros são mortos no Canadá para fazer estes chapéus, tirando a estes ursos o que lhes é mais essencial - a sua vida - ocorrendo ainda casos em que deixam para trás crias orfãs incapazes de sobreviver sozinhas ou casos de ursos que conseguem fugir após serem feridos pelos caçadores, causando-lhes um sofrimento enorme até morrerem dos ferimentos.
Veja as notícias da manifestação na
SIC Online e
Expresso.
Veja as fotos do evento no
Picasa.
Para mais informações visite o site UnbearableCruelty.co.uk
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