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Rodeos PDF Imprimir E-mail
O rodeo é uma tradição que teve origem no México, a meio do século XVI, com o intuito de criar uma actividade lúdica que envolvesse homens e gado.

Com o tempo, evoluíram e transformaram-se num negócio altamente atractivo e lucrativo onde o sofrimento infligido aos animais não é tido em conta.

Os rodeos dividem-se em várias categorias, desde laçadas a bezerros, montadas de cavalos, montadas e lutas a pé com bois, até mesmo largadas de bois perseguidos por cães de "combate".

A natureza destas variantes é extremamente violenta e agressiva e os animais sofrem muitas vezes lesões gravíssimas como roturas de ligamentos, ossos e chifres partidos, lesões nos órgãos internos, na espinha dorsal e na traqueia, etc...

 ImageA maioria dos animais usados nos rodeos está domesticada; não são selvagens ou bravos, ao contrário do que é afirmado pelos cowboys que procuram atribuir coragem e valentia ao acto. O comportamento bravio e combativo é-lhes induzido artificialmente recorrendo a determinados artifícios.

Para ficarem agitados, são espicaçados com varas eléctricas, esbofeteados e pontapeados. Depois, é-lhes colocado o sedém, um objecto de cabedal que é apertado à volta dos flancos do animal, cobrindo e apertando também o órgão genital.

Tudo isto, juntamente com as picadas das esporas, faz o animal saltar literalmente de dor. Mais uma vez, os cowboys alegam que estes mecanismos são inofensivos e que o temperamento selvagem é natural, mas a verdade é que sem estes seria impossível agitar o animal e o espectáculo teria de ser cancelado.

Nas lutas com bois, um indivíduo faz o boi correr em sua perseguição enquanto o cowboy corre atrás deste e, assim que tem oportunidade, salta sobre ele, agarrando-o
pelos chifres de maneira a torcer-lhe o pescoço, derrubando-o.

Nas laçadas a bezerros, os jovens animais, ainda tenros, são picados com varas e a cauda é-lhes torcida e puxada de modo a causar aflição e medo, sendo que, quando a cancela é levantada, o bezerro corre desenfreadamente pela arena até ser subitamente laçado pela cabeça, sofrendo uma forte torção do pescoço -  um puxão muito forte que o obriga a levantar as patas do chão, resultando muitas vezes na quebra da espinha dorsal e consequente morte do animal.

As ambulâncias estão sempre a postos nos recintos dos rodeos. No entanto, os cuidados aos animais, que são os que realmente sofrem, são sempre negligenciados. A maior parte vai para consumo humano e de animais de estimação, sendo por isso os cuidados vistos como desnecessários. Já que os animais vão ser abatidos posteriormente, a simples aplicação de anestésicos ou qualquer outro medicamento poderia prejudicar a carne e proibir a sua venda.

O sofrimento não se fica, portanto, pelas arenas...Antes e depois dos rodeos a vida destes animais é um verdadeiro tormento. São forçados a aguentar viagens constantes em condições anti-naturais. Os compartimentos são sempre mal ventilados e a alimentação não é regular.

Apesar de haver legislação que obriga a que o período de reclusão nos compartimentos de transporte não seja superior a 24 horas seguidas com alimento e água, a regulamentação falha no que diz respeito à higiene, pois os animais são obrigados a permanecer sobre os próprios dejectos acumulados durante dias.

Os bezerros, assim que ultrapassam o peso limite para os shows nas arenas, são transportados para as engordas da indústria da carne. Mesmo os cavalos são mortos pela sua carne quando já não servem para os rodeos e esta tem como principais importadores a Europa e o Japão.

Os rodeos são espectáculos cobardes e cruéis. Tal como as touradas, estão intimamente ligados à indústria alimentar, são geradores de sofrimento e tortura e de um profundo desrespeito pelo direito à vida animal.

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