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Lutas de Cães PDF Imprimir E-mail

A vida nas arenas começa logo que tenham pouco mais de um ano, combatendo consecutivamente animais de diferentes raças para adquirirem experiência. Os seus oponentes nunca estão à altura, porque o treinador garante que o seu cão vença para fazê-lo ganhar confiança e vontade de combater, elogiando e fornecendo pequenos prémios pela vitória.

Os pontos mais vulneráveis dos cães são as orelhas e a cauda por serem apêndices que não podem ser convenientemente protegidos. Por isso, são cortadas para tornar impossível o ataque de outro cão por aí.

O seu treino passa pelo ataque a sacos de rede cheios de gatinhos, cachorrinhos e outros animais pequenos para alimentar a vontade de matar. São obrigados a ficar suspensos durante horas abocanhando capas de couro e cabedal para treinar a força mandibular e a resistência ganham-na em corridas diárias nas passadeiras ou atrás de um isco. O fim do treino vem, pois, com as lutas. Os combates são prolongados até à exaustão, não sendo administrados quaisquer curativos para os ferimentos, além de um pouco de água. A comida é também muito escassa. São os animais que sobrevivem a este processo que se tornam "cães de combate".

No decorrer das lutas propriamente ditas, os animais encontram-se numa arena com pouco espaço, rodeados de espectadores a gritar efusivamente, a espicaçar, a bater e a impedir qualquer tentativa de um dos animais ceder rapidamente, já que se pretende um combate longo e até à morte. Muitas vezes chegam a durar 4 horas...Os vencidos, se não morreram na arena, são a maior parte das vezes mortos em seguida, e mesmo aos vencedores não lhes espera melhor sorte.

Ficam gravemente feridos e não recebem qualquer tipo de cuidados veterinários. Por vezes, e só mesmo no início de um novo combate, são-lhes facultados anestésicos para aliviar qualquer dor que os incapacite de combater. Quando terminam os combates, voltam para o claustro e suportam às próprias custas as dores, a fome e a sede, o peso e o aperto das correntes à volta do seu pescoço. Por vezes também tomam drogas estimulantes que podem provocar morte por ataque cardíaco.

A nível de legislação muito pouco é feito para acabar de vez com estes eventos. Ocorrem muitas vezes em zonas onde o policiamento é praticamente nulo por serem as zonas dos chamados "bairros problemáticos". Os animais, apesar de serem os que mais sofrem, tornam-se também altamente perigosos para as pessoas, pois o seu comportamento é violento e imprevisível. São noticiados muitos casos de ataques a pessoas por parte destes animais. Ficam ainda com a má fama de serem cães perigosos e assassinos quando podem ser tão dóceis  e fiéis como qualquer outro cão. A culpa é, mais uma vez, das pessoas que, interessadas nos lucros avultados deste negócio, transformam estes animais em bestas sanguinárias. É sabido que os cães moldam a sua personalidade com contornos semelhantes à dos donos...




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