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O verdadeiro mundo dos vegetarianos - Rui Fidalgo PDF Imprimir E-mail
Paralelamente ao facto do consumo de carne a nível mundial não parar de crescer, há também felizmente um número cada vez mais significativo de pessoas que optam por um regime alimentar vegetariano. Felizmente, dizia eu, e por inúmeras razões. Inúmeras razões, pois, infelizmente, a questão não é tão simples e linear assim como à primeira vista possa parecer. Não!, não se deixa de comer carne somente por razões de saúde ou de compaixão para com os animais, ainda que estas sejam razões de peso, e a face por assim dizer mais visível da temática.
    
O assunto dá pano para mangas, conto apenas com este meu depoimento contribuir para um possível alargamento do campo de visão daqueles que – porventura menos atentos ou mais distraídos – ignoram a verdadeira dimensão do que está por detrás da questão.

Sem dúvida alguma que as razões de saúde e de compaixão encabeçam a lista das razões que levam as pessoas a abandonar o consumo de animais. É isto, aliás, que costumam os vegetarianos responder quando questionados acerca dos motivos da sua tomada de decisão. Questão aliás muito sem razão de ser, deveria ser desnecessária, infelizmente não o é... E, a menos que sejamos cegos, estúpidos ou irracionais, convenhamos que são motivos mais que válidos e plenos de sentido. Está provado e mais que provado que o consumo excessivo de carne é prejudicial à saúde humana. São os relatórios da própria Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) que fazem apelo a uma drástica redução do consumo de gorduras animais. O consumo de carne é responsável, nuns casos, pelo surgimento ou propiciar de doenças como as do foro cardíaco, circulatório e metabólico, diversos tipos de cancro (estômago, esófago, intestinos...), diabetes, reumatismo, artrites, alergias, Creutzfelldt-Jakobs, e, noutros, pelo agravar de muitas outras entre as quais se encontram a gota e o ácido úrico. Só por isto, temos já motivos de sobra para abandonar o consumo de tão malfadado alimento! A estes dados há que acrescentar ainda que a alimentação à base de vegetais e seus similares, desde que equilibrada, não é de modo algum uma porta aberta a sintomas de carências, pois que nada há que a carne contenha – nomeadamente proteínas, vitaminas ou minerais – que não seja possível encontrar também num regime alimentar como é o vegetariano. O difícil mesmo parece ser, até, o que comer, tal o variadíssimo leque de opções a nível gastronómico que nos oferece semelhante dieta. E abro aqui um parêntesis para frisar o ridículo da questão muitas vezes colocada aos vegetarianos relativamente ao que comem... Não, não comem só alface, nem tão pouco passam fome! Cabe-me aqui perguntar também aos “carnívoros” se tudo o que comem é carne e alface! Tão ridícula é uma questão como outra.

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