O movimento pela libertação Animal é hoje uma realidade em qualquer parte do mundo.
Após longos anos de luta contra as mentalidades instituídas, encontramos hoje um vasto número de pessoas e organizações que se propõem defender os direitos dos Animais e lutar para que lhes seja devolvida a liberdade retirada pela tirania do ser humano.
Interiorizada esta atitude especista, a pergunta que, de seguida, se coloca é: o que podemos fazer?
Tornar as nossas vidas isentas de crueldade e boicotar consciente e determinadamente o consumo de produtos animais ou seus derivados. Muitas pessoas que protestam contra a crueldade para com os animais vacilam quanto ao vegetarianismo. No entanto, em coerência com esta defesa, temos que considerar que o primeiro passo na direcção da libertação animal é, de facto, não os comer.
Oliver Goldsmith, filantropo do séc. XVIII, escreveu: “ Têm pena, e comem os objectos da compaixão que sentem.”
Em boa verdade, não é possível ser coerente na defesa dos direitos dos animais e comê-los. Aceitar a morte de qualquer Animal para satisfação de caprichos, sejam gastronómicos ou estéticos, é assumir que este mesmo Animal é, tão somente, um meio para atingir um fim. O desejo do ser humano.
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